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AE: Bovespa testa fôlego de alta, mas exterior favorece novos ganhos
O Ibovespa, que está no maior patamar desde maio, isto estimula uma realização de lucros, mas analistas ressaltam que o fechamento do mês de julho ao final desta semana atrai novas compras, sobretudo de ações que ficaram para trás. Ontem, a Bovespa já mostrou sinais de fraqueza ressentindo-se dos avanços já acumulados. Ainda assim, conseguiu cravar o sexto dia seguido de valorização.
A Bovespa deve manter o sinal positivo exibido nos últimos seis pregões na abertura desta terça-feira, com o cenário externo reconfortante injetando combustível aos negócios locais.
Embora o nível esticado de pontuação do Ibovespa, que está no maior patamar desde maio, estimule uma realização de lucros, analistas ressaltam que o fechamento do mês de julho ao final desta semana atrai novas compras, sobretudo de ações que ficaram para trás. Porém, o embelezamento das carteiras vai depender de novos números robustos e surpreendentes na agenda econômica dos EUA. Às 9h45, o Ibovespa futuro subia 0,57%, aos 67,2 mil pontos.
Ontem, a Bovespa já mostrou sinais de fraqueza e acompanhou a alta verificada em Nova York de forma mais comedida, ressentindo-se dos avanços já acumulados. Ainda assim, conseguiu cravar o sexto dia seguido de valorização.
Segundo o gerente da mesa de renda variável de uma corretora paulista, os investidores estão se beneficiando da melhora do humor no exterior e do conforto das notícias corporativas para continuarem comprando. "O cenário mais otimista faz acreditar em um espaço maior para mais valorização", avalia. Para ele, os papéis que subiram muito nos últimos dias na Bolsa podem até passar por uma realização de lucros, mas o movimento tende a ser absorvido durante o pregão pela procura por ações que não acompanharam o ritmo de alta.
Porém, fontes também disseram que a manutenção do sentimento mais positivo dos negócios estará fortemente atrelada à agenda econômica dos EUA, que está bem carregada hoje.
Daqui a pouco, às 10 horas, sai o índice de preços de residências em 10 e 20 cidades norte-americanas em maio. Pouco depois, às 11 horas, é a vez do índice de confiança do consumidor em julho e, no mesmo horário, sai o índice de atividade industrial do Fed de Richmond neste mês. Mais tarde, às 13 horas, o Fed de Chicago divulga o índice de atividade do meio-oeste em junho. Por enquanto, alguns balanços corporativos já anunciados animam os índices futuros em Nova York, ao passo que o setor financeiro embala os ganhos na Europa.
No Brasil, a temporada de balanços corporativos fica mais encorpada hoje com os resultados de Comgás, Globex, Indústrias Romi e Pão de Açúcar. O grupo liderado pelo empresário Abílio Diniz divulga seus números após o fechamento do pregão local e a expectativa é de que registre lucro líquido consolidado, incluindo o Ponto Frio, de R$ 144,1 milhões no segundo trimestre deste ano, segundo a média projetada por dez casas consultadas pela Agência Estado. Esse resultado representaria um crescimento de 9,4% em comparação ao lucro líquido de R$ 131,7 milhões do mesmo período do ano passado.
Na agenda econômica nacional, destaque para a Nota de Política Monetária e Crédito referente a junho, que o Banco Central (BC) divulga às 10h30. O documento, que traça um cenário das operações de crédito do sistema financeiro no Brasil, será apresentado um dia antes do balanço do Bradesco.