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TNOnline: Bolsa rompe os 189 mil pontos pela 1ª vez; dólar cai após fala de Galípolo
O Ibovespa bateu novo recorde. Após recuar ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil, a B3, ,superou hoje a barreira dos 189 mil pontos pela primeira vez na história, com forte alta de 2,03%, atingindo pela primeira vez os 189.699 pontos. O novo recorde histórico supera os 186.241 pontos atingidos na semana passada. O volume negociado foi de R$ 34,9 bilhões.
A Bolsa de Valores brasileira superou hoje a barreira dos 189 mil pontos pela primeira vez na história, com forte alta de 2,03%. Já o dólar comercial caiu 0,18%, e fechou cotado a R$ 5,187 para a venda. O mercado de câmbio repercutiu os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e a fala do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sobre juros da economia.
O que aconteceu
O Ibovespa bateu novo recorde. Após recuar ontem, o principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subiu 2,03%, atingindo pela primeira vez os 189.699 pontos. O novo recorde histórico supera os 186.241 pontos atingidos na semana passada. O volume negociado foi de R$ 34,9 bilhões.
Já o dólar caiu. Desde a abertura em queda, a moeda americana fechou no comercial para venda a R$ 5,187, baixa de 0,18% ante fechamento de ontem. Na mínima do dia, foi cotada a R$ 5,171, às 11h09. O mercado de câmbio repercute fala do presidente do Banco Central. Em evento organizado pelo BTG Pactual, em São Paulo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse hoje que o Copom (Comitê de Política Monetária) optou em janeiro por aguardar até março para começar a cortar a taxa básica de juros para poder reunir mais dados, e, assim ganhar confiança de que pode começar o ciclo de afrouxamento monetário. Ele também descartou mudanças na meta de inflação.
Dados do emprego nos EUA influenciam o câmbio. A criação de vagas nos Estados Unidos acelerou em janeiro e a taxa de desemprego caiu para 4,3%, o que foi interpretado pelos agentes de mercado como sinais de estabilidade. Para analistas e aplicadores, os dados podem influenciar decisão do Fed (Federal Reserve), Banco Central do país, de retomar o ciclo de corte de juros, após pausa na última reunião de política monetária, em janeiro.
Os dados de emprego e inflação referentes a fevereiro, que ainda serão divulgados, devem dar mais clareza sobre o cenário e ajudar a orientar a próxima decisão de política monetária do Fed. Por ora, esperamos a manutenção dos juros no intervalo atual, de 3,5% a 3,75%, na próxima reunião, em março.
Felipe Salles, economista-chefe do C6 Bank
Petrobras é destaque entre ações mais negociadas. As ações ON (ordinárias, com direito a voto) e PN (preferenciais para dividendos) operam em alta hoje, após companhia informar aumento de 7,2% nas vendas totais de petróleo, gás e derivados em2025 ante 2026.
Suzano subiu mais de 9%. As ações da produtora de papel e celulose têm sessão positiva após divulgação de balanço da empresa, com lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo perda bilionária de um ano antes.
Ouro e petróleo
Petróleo sobiu. O contrato do Brent negociado em Londres para entrega em abril subiu 0,87%, a US$ 69,40, enquanto o WTI para março subiu 1,05%, para US$ 64,63 o barril.
Opep projeta crescimento do consumo. A Organização dos Países Exportadores de Petróleo reafirmou em relatório divulgado hoje sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity em 2026, de 1,4 milhão de barris por dia (bpd) para 106,52 milhões de bpd.
Cotação do ouro também fechou em alta. O contrato para abril para 100 onças troy (31,1 gramas) fechou em alta de 1,34%, a US$ 5.098. Já a prata para março subiu 4,4%, a US$ 93,92 por onça-troy.