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TNOnline: Ibovespa fecha em queda pelo 2º dia seguido; dólar sobe a R$ 5,23
O Ibovespa fechou com recuo de 0,69%, aos 186.464,30 pontos - na semana, o índice subiu 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro e de 15,73% em 2026, em meio ao movimento de realização de lucros, após o índice atingir níveis recordes na semana, acima dos 189 mil pontos. O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$ 32,96 bilhões.
O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira (13), ampliando a correção negativa da véspera, em meio ao movimento de realização de lucros após o índice atingir níveis recordes na semana, acima dos 189 mil pontos.
O dia foi marcado pelo noticiário corporativo sob os holofotes, com o mercado avaliando os resultados trimestrais de Vale, Usiminas, Raízen e IRB(Re). Além dos balanços, foram divulgados os dados de inflação dos Estados Unidos e as vendas do varejo brasileiro.
O Ibovespa fechou com recuo de 0,69%, aos 186.464,30 pontos - na semana, o índice subiu 1,92%, acumulando alta de 2,81% em fevereiro e de 15,73% em 2026.
O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$ 32,96 bilhões.
Já o dólar encerrou o dia em alta ante o real, com parte do mercado buscando proteção antes do feriado prolongado de Carnaval, enquanto no exterior a divisa não exibia um sinal único ante as demais moedas de emergentes no fim da tarde.
O dólar à vista fechou com alta de 0,60%, cotado a R$ 5,2306 na venda. Na semana, a divisa acumulou elevação de 0,21% e, no ano, baixa de 4,71%.
Para Christian Iarussi, economista e sócio da The Hill Capital, o recuo da bolsa foi uma combinação de cautela pré-feriado, dados domésticos mais fracos e pressão sobre as commodities.
"O fator mais imediato que causa essa queda do Ibovespa hoje, na minha visão, é o ajuste de posições antes do feriado prolongado de carnaval, período em que a B3 ficará fechada, o que reduz o apetite por risco e leva o mercado a diminuir exposição", avalia.
Além disso, Iarussi ressalta que as vendas no varejo abaixo do esperado reforça os sinais de desaceleração da atividade econômica no início do ano, o que pesa sobre ações mais ligadas ao ciclo doméstico e abre espaço para realização de lucros após a alta recente do índice.
A queda do minério de ferro e a fraqueza do petróleo também pressionam pesos relevantes do Ibovespa, como Vale e Petrobras.
De acordo com análise da Ágora Investimentos, o movimento recente na bolsa paulista, com queda de 1% do Ibovespa na véspera, reforça a leitura de fôlego limitado no curto prazo, com a região dos 190 mil pontos - ultrapassada na máxima da quarta-feira - representando uma "resistência relevante".
"Acreditamos que o ceticismo em posições contrárias ao fluxo estrangeiro continua, mas que o calendário de Carnaval sugere alguma prudência", acrescentou a equipe da corretora em relatório enviado a clientes.
Na Quarta-Feira de Cinzas, a B3 terá sessão contínua de negociação dos ativos de renda variável das 13h às 17h55, com pré-abertura das 12h45 às 13h e call de fechamento para todos os ativos das 17h55 às 18h.
Inflação dos EUA
Os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado em janeiro, mas a inflação subjacente se firmou à medida que as empresas aumentaram os preços no início do ano, o que, juntamente com a estabilização do mercado de trabalho, pode permitir que o Federal Reserve deixe a taxa de juros inalterada por um tempo.
O índice de preços ao consumidor subiu 0,2% no mês passado, após alta não revisada de 0,3% em dezembro, informou o Departamento de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (13).
Com o relatório de janeiro, o departamento publicou fatores de ajuste sazonal recalculados para refletir os movimentos de preços de 2025.
Nos 12 meses até janeiro, os preços ao consumidor tiveram alta de 2,4%. A desaceleração na taxa de inflação anual os 2,7% em dezembro refletiu principalmente a saída do cálculo dos valores mais altos do ano passado.
O banco central dos EUA acompanha o índice PCE para sua meta de inflação de 2%. Ambas as medidas estão bem acima do objetivo. O governo informou esta semana que o crescimento do emprego acelerou em janeiro e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%.
No mês passado, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.
Varejo brasileiro
As vendas no varejo brasileiro recuaram 0,4% em dezembro na comparação com o mês anterior e subiram 2,3% sobre um ano antes, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (13).
No Brasil, o índice encerrou 2025 com alta acumulada de 1,6%, mas mostrou forte perda de força em relação ao ano anterior e registrou em dezembro a maior queda do ano.
O resultado do acumulado de 2025 ficou bem abaixo do aumento excepcional de 4,1% visto em 2024, voltando aos níveis dos anos anteriores.
A política monetária restritiva pesou sobre a economia no ano passado, embora o mercado de trabalho forte e a renda em alta tenham ajudado o desempenho das vendas varejistas. Ainda assim, os resultados do setor foram fracos durante a maior parte de 2025, com seis quedas mensais.
Segmentos mais sensíveis ao crédito, como veículos, móveis e eletrodomésticos, sentem mais os efeitos da taxa Selic elevada. No mês passado, o Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março.